O grupo de cosméticos de luxo reportou receitas de US$ 3,48 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e manteve seu plano de reestruturação para otimizar o portfólio.
A Estée Lauder, gigante norte americana de cosméticos e proprietária de marcas como Clinique, M.A.C., La Mer e Tom Ford, superou as expectativas de Wall Street para as vendas do primeiro trimestre do ano fiscal de 2026. A empresa reportou um aumento de 3,6% nas receitas em termos homólogos, atingindo US$ 3,48 bilhões, um valor acima das previsões de analistas.
O resultado positivo do trimestre, encerrado em setembro de 2025, é visto como um sinal inicial de sucesso da estratégia de reviravolta liderada pelo CEO, Stéphane de La Faverie. O lucro líquido da empresa fixou se em US$ 47 milhões.
O Motor de Crescimento na China e Portfólio de Luxo
O principal destaque do relatório é a recuperação do mercado chinês. A Estée Lauder afirmou que as vendas na China aumentaram 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pelo forte desempenho das suas marcas de luxo de cuidados para a pele e fragrâncias, graças à inovação e à expansão direcionada da base de clientes na China continental.
A empresa tem trabalhado ativamente para mitigar os desafios globais, como o impacto tarifário e o aumento de custos, por meio de:
• Otimização da Rede: Aproximar a produção dos mercados consumidores.
• Redução de Inventário: Redução dos níveis de estoque e da atividade promocional.
• Compromisso com a Reestruturação e Perspectivas Futuras
A Estée Lauder reafirmou os detalhes de seu plano de reestruturação, anunciado em fevereiro de 2025, que prevê a eliminação de 5.800 a 7.000 postos de trabalho até o final de 2026, com um custo antes de impostos estimado entre US$ 1,2 e US$ 1,6 bilhão.
Stéphane de La Faverie expressou confiança nas perspectivas futuras, afirmando que a empresa começou bem o exercício fiscal de 2026, ganhando cota de mercado em áreas estratégicas importantes. A Estée Lauder manteve sua previsão de um aumento de 2% a 5% no lucro por ação para o ano fiscal de 2026, apesar do alerta de que novas tarifas alfandegárias podem reduzir os lucros futuros em quase US$ 100 milhões.