Tendência mundial, ingredientes especiais ainda devem demorar a ganhar espaço no mercado, mas já surgem como alternativa para impulsionar receita de fabricantes
Empresas do setor de higiene e beleza exploram insumos naturais para driblar a crise econômica e impulsionar encomendas e rentabilidade. Em um mercado onde cerca de 90% dos insumos são sintéticos, empresas como a Clariant buscam desenvolver novas fórmulas para a indústria de cosméticos baseadas em ingredientes naturais.
O gerente de marketing da empresa Fábio Caravieri revela que a fornecedora busca expandir as formulações disponíveis e customizar as ofertas.
“A demanda por produtos que agregam funcionalidades e são naturais é cada vez maior e nossa missão é oferecer isso para a indústria. Faz parte da nossa estratégia trabalhar esse segmento”, disse o executivo ao veículo.
Em outubro, segundo o jornal, a Clariant assinou o acordo para adquirir 17% de participação na empresa sul-coreana BioSpectrum, desenvolvedora e fornecedora de ingredientes ativos especiais originários da Ásia. Leia aqui o que já demos no CI sobre o assunto.
Além disso, a companhia química adquiriu 30% de participação no negócio da Beraca, desta a publicação. O portal CI também falou sobre o tema, veja aqui.
Futuro – O gerente técnico da Multiquim, Matheus Vieira, acredita que apenas uma eventual recuperação da economia possibilitará expandir os usos de ingredientes naturais na cadeia de higiene e beleza.
“Há um discurso de que esse setor não é impactado pela crise, mas discordo. As pequenas e médias empresas sofrem muito e, com um cenário como o deste ano, fica impossível investir nesse tipo de insumo. Por mais que seja tendência, o valor elevado ainda pesa mais”, diz o executivo ao jornal.
Fabricante de ativos naturais para alisamento do cabelo e produtos de depilação, a Multiquim deve impulsionar a receita a partir de 2017. “O mercado está se normalizando aos poucos. Conforme o empresário tiver mais confiança, ele começa a visualizar essas novidades promissoras.”
Fonte: DCI



