Um novo relatório da Euromonitor International projeta que quase 40% das vendas globais de cuidados com a pele ocorrerão por canais online até 2030.
O movimento consolida a categoria na vanguarda da disrupção digital do setor de beleza, impulsionada por estratégias focadas no ambiente virtual, alta intenção de busca e maior transparência na comunicação de ingredientes. A penetração do e-commerce no segmento de skincare atingiu 37% do mercado global em 2026, estabelecendo o maior índice de digitalização entre todas as divisões do mercado de higiene e estética.
De acordo com analistas, a transformação no comportamento de compra está diretamente ligada à ascensão da inteligência artificial generativa como ferramenta de descoberta de produtos. A IA atua com maior eficácia em segmentos com alta densidade de alegações técnicas e apelo de problema e solução, características nativas dos cuidados faciais. O mercado chinês lidera o avanço digital com 54% das vendas de skincare realizadas online, movimentando 21,2 bilhões de dólares, seguido pelos Estados Unidos, que registram 17,1 bilhões de dólares em faturamento digital amparado pela maturidade do comércio social.
O fenômeno da digitalização estende-se para categorias tradicionalmente dependentes da experimentação física, como as fragrâncias, que já registram 52% de suas vendas via e-commerce no mercado norte-americano, com previsão de alcançar 63% até 2030. Para especialistas da Euromonitor, marcas que apresentam propostas claras e evidências científicas confiáveis possuem maior vantagem competitiva, uma vez que os novos sistemas de recomendação algorítmica priorizam relevância e clareza técnica, redesenhando a visibilidade e a escolha no ecossistema de beleza.