O papel da Geração Z como o principal motor do mercado global de beleza passa por uma reconfiguração estratégica importantes.
Embora os consumidores nascidos entre 1997 e 2012 continuem fundamentais para ditar tendências, comportamento e relevância cultural nas plataformas digitais, os maiores volumes de faturamento estão concentrados nas fatias demográficas da Geração X e dos boomers. De acordo com dados da Circana, a Geração X responde por quase metade do total de gastos com beleza, impulsionada pela estabilidade financeira e pela busca por produtos focados em antienvelhecimento e longevidade.
Paralelamente, os boomers ganham atenção renovada das marcas por possuírem maior renda disponível e compras orientadas à eficácia comprovada. Apesar de não liderar o volume de compras imediatas, a Geração Z representou 17% dos gastos europeus com beleza e cuidados pessoais, com projeção da Euromonitor International de atingir 20% até 2029. Além disso, as projeções da Intel Market Research indicam que o mercado global voltado para esse público jovem deve saltar de 208 bilhões de dólares para 592 bilhões de dólares até 2034, registrando uma taxa de crescimento anual composta de 13,2%.
Para analistas do setor, as estratégias de marketing precisam evoluir para acompanhar o amadurecimento da Geração Z, cujos membros mais velhos se aproximam dos 30 anos. Em um cenário econômico desafiador, a beleza passa a ser encarada como um luxo acessível, exigindo das marcas flexibilidade orçamentária, clareza no desempenho das formulações e conexão cultural genuína. Marcas de grande repercussão como a Rhode exemplificam esse movimento ao construir lealdade baseada no valor contínuo e na autenticidade, superando a homogeneidade dos algoritmos para conquistar um consumidor que busca posicionamento ético aliado à alta performance.